domingo, 28 de abril de 2013

Sr. TAO – pioneiro do MotoCross no Brasil


Nivanor Bernardes - ao centro segurando a garrafa - com seu grande amigo TAO -  sentado a direita com camiseta branca da SUZUKI
Em meados dos anos sessenta tem inicio um movimento com a intenção de trazer as provas de MotoCross para o Brasil. Com motos "street", modificadas Ernesto Ricardo Buik, o ‘Avestruz’, que já conhecia o esporte praticado fora do Brasil, pleiteava junto a Federação Desportiva Paranaense organizar uma prova de MotoCross nacional.


Nessa mesma época, Antonio Carlos Pagano Brundo, conhecido como  ‘TAO’ havia saído do quadro de diretores da OSCAR S'A. IND. DE ARTEFATOS DE BORRACHA – extinta em 21 de julho de 1969. TAO encerrou sua historia na Oscar SA no cargo de Diretor-Comercial, apos uma brilhante carreira de diversas promoções. 


TAO vendeu suas ações ao mesmo tempo que ingressara como gerente de vendas no Grupo MOTOSPORT, com a principal tarefa de introduzir as motos da fabricante japonesa Yamaha no mercado brasileiro. Foi então que surgiu a idéia de unir o esporte radical que surgia em Curitiba com os interesses da recém chegada, hoje tão conhecido fabricante de motocicletas, as trilhas de terra seriam perfeitas para demonstrar a força, a agilidade e o estilo das novas motos.

A associação das motos em provas de Motocross foi um enorme sucesso comercial, o jovem Denísio Casarini corria com uma Yamaha JT-1 de 50 cc e Nobuiro Saruwatari, com uma Yamaha AT-1 de 125 cc
 
Stand da SUZUKI - Eu quis sair na foto na frente de todos e meu pai - TAO - atras a esquerda com olhar de apreensão - rsrs
O ponto culminante dessa historia aconteceu no dia 13 de fevereiro de 1972 quando TAO e Edgard Soares realizaram a primeira prova de MotoCross no estado de São Paulo, em uma pista concebida pelo Santos Moto Club na cidade de Itanhaém.

A prova que foi assistida por mais de 3.000 pessoas, reuniu 13 motociclistas.

Foi dividida em 3 baterias, sendo as duas primeiras em 4 voltas e a última em 6 voltas, num circuito de cerca de 1.260 m, onde três quartos eram num terreno muito acidentado num morro junto à praia, onde as motos, após subirem uma ladeira íngreme, saltavam no ar ao atravessarem sucessivas lombadas !
 
Cross na Universitária - Denisio 16 e Tucano 5
Walter "Tucano" Barchi venceu as 3 baterias com uma Yamaha 125 AT2 MX "de fábrica"

A partir desta data o casamento das fabricantes representadas no Brasil com o talvez mais antigo exporte radical brasileiro, rendia grande imagem e retorno comercial.

Alem de Tucano, Denisio fora contratado para trabalhar no Departamento de Promoções da Yamaha e participava ativamente das diversas modalidades que surgiam, tais como a ‘Subida da Montanha’, ‘Trail’, ‘Melhor salto’ e da já tradicional 500 milhas. Lembro-me do dia, quando ainda era bem pequeno, eu meu irmão e minha Irmã andamos, cada uma a sua vez, na garupa de Denisio, foi a melhor montanha russa da minha vida (acho que sai chorando dessa historia rsrs).
 
TAO e a Xispa TS 176
Após essas provas, tidas mais como de demonstração, em 11 de junho de 1972, é iniciado oficialmente o Campeonato Paulista de MotoCross (conforme relatado no site http://www.motosclassicas70.com.br/motocross_no_brasil.htm )

“ Tombos e vôos espetaculares marcaram a corrida, que inaugurou o circuito Trail Lândia, construído especialmente para competições desse tipo, no quilometro 21 da Via Dutra, perto de São Paulo.

O vencedor da categoria 250 foi Denísio Casarini, que teve que mostrar muita coragem e perícia para superar Walter "Tucano" Barchi e Paulo "Paulé" Salvalagio, segundo e terceiro colocados.

Medindo 1.600 m de extensão, o circuito Trail Lândia foi construído com recursos da Yamaha Motors do Brasil. A pista é uma trilha de terra estreita, sinuosa e cheia de ondulações e barrancos, num traçado que exige o máximo de habilidade dos pilotos.

As motocicletas, próprias para o motocross, tem  motor 2 tempos, guidão largo, rodas grandes e pneus com cravos para terra e lama.

Denisio e Tucano são pilotos oficiais da Yamaha, enquanto Paulé pilotou uma Suzuki.

Foram ao todo 18 competidores, e cinco baterias de cinco voltas cada. Denísio venceu 4 baterias !

Na categoria 125 o vencedor foi Nivanor Bernardi, seguido por Carlos Bittencourt, e José Ivan de Oliveira, todos de Yamaha”.

Apos a receita de sucesso obtida com a Yamaha, em 1973 TAO começa introduzir a marca Suzuki e dessa vez o novo garoto propaganda da é Nivanor Bernardi.
TAO no escritório

A historia de Nivanor também é contada no site www.motosclassicas70.com.br   -  “Em 1971, houve uma prova no "Chiqueirinho" em Curitiba, e Nivanor foi com sua namorada assistir !  Viu um show de Tucano e Denísio... e pensou... "é disso que eu gosto !!! "

Novamente com o amigo Daniel, Nivanor compra uma Yamaha 125 AT1 e disputa uma prova em Joinville, chegando em 2º lugar !

Em 1972, vem para São Paulo, disputar uma prova na Cidade Universitária.
Chegou com a moto no porta-malas do carro, um "Dodjão",  e já levou uma bronca do "seu" Eloy , pois era o único não paulista, e teve que dar uma volta na pista para provar que poderia disputar a prova !

Disputou, ... e venceu !!  Caiu umas 15 vezes, mas sempre se recuperava, e ganhou a prova onde corriam feras como Tucano , Denísio e Paulé !!  Foi quando Nivanor percebeu que tinha jeito prá coisa, e que seu porte físico avantajado lhe daria grande vantagem sobre os adversários ! 
 
TAO - ao centro de terno bege - e a re-introdução da Lambretta
Nivanor ajudava muito a família  descarregando caminhão de madeira e pedra, rachando lenha , etc.”.

Antonio ‘TAO’ Pagano, tinha 1,94m de altura e era muito forte, havia praticado halterofilismo e boxe, mas orgulhava-se em dizer que o único capaz de vencê-lo no braço de ferro era o Nivanor.

A historia de TAO não termina ai, o Grupo Motosport havia comprado a iconica LAMBRETTA e TAO era o Diretor Comercial da marca, ninguém melhor do que um ítalo-brasileiro tão experiente para comandar as operações de introdução desse ícone da cultura italiana. Também introduziu a fabricante de bicicletas BMX da Bikendur, para promove-la organizou o primeiro passeio ciclístico de São Paulo.

Grande amante das motos e dos esportes radicais, TAO, meu pai, introduziu as mais importantes marcas japonesas e italianas de motos no Brasil, faleceu aos 57 anos. Alem dessas marcas também introduziu a Ponei, da Brumana Pugliesi os Ciclomotores Garelli Kátia e Erika, dentre outros.

domingo, 8 de julho de 2012

Nobili Napoletano della famiglia Pagano


Essa é das famílias nobres e intituladas de Napolitanas, atribuída aos assentos de Nápoles, Libro d'Oro Napolitano, pertencente às praças da cidade Napolitano declarou encerrada, o Regional Lista Napolitano ou tiveram um papel nos assuntos do Sul da Itália.

Arma: truncada a 1 ° com arminho de inclinação vermelho com três pingentes; a 2 ° com faixas de ouro e azul. Tudo com rebordo de oito moedas de prata alternadas à cruz, acantonados com quatro cruzes, todas de ouro (Jerusalém), e azul repleta de lírios dourados, o vermelho lambello (de Anjou) . Simplificado​​: o ouro unido ao azul com a cabeça de arminho carregada com um ancinho de três pingentes de vermelho.
Lema: Fortior pugnavi. – “Eu lutei com bravura”
Residência: Nápoles e Pagani
© Napoli - Stemma Famiglia Pagano


As origens da família Pagano de Nápoles se perdem nas brumas do tempo, onde a nobreza gozava foi atribuída aos assentos da Serra e Porto, onde Salerno foi atribuída aos assentos de Portarotese e Portanova, Pagani, Lucera e Crotone.
Ela é dividida em vários ramos e possuía inúmeras propriedades e títulos, incluindo a dos Barões de:
Bracigliano, Buccone, Cantalupo, Casalvelino, Castelvetrano, Gualdo, Montesilvano, Prata, Rodio, Spoltore;
Marqueses de Melito;
duca di Terranova;
Príncipes de Canosa, para compromissos conjugais, como resultado do casamento entre Rosalia Capece Minutolo Princess of Canosa e Pagano di Pagani Marquês de Gaetano Melito (RR.LL.PP. de 07 de maio de 1899).
Alguns membros da Câmara, provenientes das Cruzadas, se firmaram nas terras de Nocera, expulsaram os sarracenos, e deram o nome de Pagani (Locus Paganorum) villeggio onde construíram algumas casas.
Em 1084, Pagano di Pagani de 'Senhor dos Forenza na Terra de Lucania, algumas igrejas deu ao Mosteiro da Trinitã, em Venosa.
Os Amalfitanos, da época da gloriosa república marítima, vieram também de Jerusalém, onde, a fim de restaurar a paz nas rotas peregrinação, fundaram ordem de São João de Jerusalém (l'Ospedale di San Giovanni di Gerusalemme), criando assim a Ordem Religiosa Militar de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, e hoje disse, cujo sinal é muito semelhante à da família do juiz.

Em 1117 Hugh Pagano di Pagani foi para a Terra Santa, que instituiu a Ordem dos Templários, e foi o primeiro Grão-Mestre. Em 1158 Giovanni Pagano fez uma grande doação de bens para a Ordem.

© Napoli - Arma Famiglia Pagano

© Napoli - ritratto di Ugone Pagano, fondatore
dell'Ordine dei Templari

Em 1299 Roberto Pagano participou da guerra da Sicília, juntamente com Bertrand d'Artus, Guillaume d'Acquaviva e Berengário de Serra.
Tommaso († 1390), Marechal do Rei Carlos III de Durazzo, em seguida, vários castelos fortificados, e em Basilicata região de Bari, nomeado diretor de St. Elmo, em 1386 (na época disse Belforte), Pagano foi o fundador da Sede de Nápoles em Porto.
Nicola era arcebispo de Nápoles, em 1398.
Galeotto († 1420), patricio Napolitano, foi , foi mordomo de  re Roberto, conselheiro de  Luigi d'Angiò (marido da rainha Giovanna I), diretor de Maratea e de St. Elmo e Marechal do Reino de Nápoles. No ano de 1397 obteve o priviliegio de somando-se às insígnias de seu brasão de Anjou. Ele se casou com Caterinella di Costanzo.
Tommaso Pagano (†1480), prefeito de cavalli do rei Ferdinando d'Aragona;



Carlo Pagano, grande servidor da casa  de Isabella di Chiaromonte (esposa do rei Ferdinando I d'Aragona), em 1418 foi o1° barão de  Bracigliano; casou-se com  Caterinella di Gennaro dei conti di Martino.

 

© Napoli - Cappella cortesia da familia Pagano com os sepuilcros de : Galeoto Pagano (†1420), Tommaso Pagano (†1480) e Carlo Pagano, cameriere maggiore di Isabella di Chiaromonte.

Tommaso, Patrizio Napoletano em baixo e o rei Ferdinando I d'Aragona, foi o primeiro senescal do reino de Napoles.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Zuzu - Filha de Manoel Correa de Moraes


Zuzu e Jose Francisco Pagano Brundo 1929
Manoel Correa de Moraes nascido em 1855, filho de Antonio Correa de Moraes e Francisca Correia de Moraes, foi um dos primeiros Comissários de Café da cidade de São Paulo Financiando, armazenando e vendendo o café.

Não se sabe ao certo a data de nascimento, no entanto sabe-se que faleceu no dia 08 de novembro de 1920. Seu corpo foi sepultado no cemitério da consolação Rua 11 LE sepultura 42, adquirida por seu pai Antonio em 07 de junho de 1881.
Casarão da Rua da Gloria de Manoel Correa de Moraes (a direita)  onde
Zuzu  nasceu e passou sua infancia ao lado dos 5 irmãos 

Manoel morava no famoso Casarão da rua da Gloria numero 4, de lá comandava as atividades pertinentes ao cargo de Comissário de Café. Fazendo a ponte entre a fazenda e o consumidor final, o café passava por uma série de etapas, mudando várias vezes de mão.

Uma vez colhido o café era conduzido em lombo de burros ou em carros de boi até a estrada de ferro mais próxima, que passava com freqüência pela própria fazenda, era embarcado em vagões, que desciam para o porto de Santos ou do Rio de Janeiro.

Seguia para um estágio nos armazéns de alguma Casa Comissária e era então vendido aos exportadores. Os comissários de café - geralmente comerciantes portugueses e brasileiros, ou grandes fazendeiros que diversificavam suas atividades metendo-se no comércio e fundando bancos - financiavam plantações sob hipoteca e por conta da produção a ser vendida.

Vendendo o café aos exportadores, os comissários tiveram papel decisivo, particularmente no primeiro período de expansão dessa lavoura (final do século XIX), quando a maior parte dos fazendeiros ainda não se mudara para a cidade e vivia isolada nas casas-grandes de suas fazendas.

Os comissários cobravam dos fazendeiros comissão pela venda, despesas de armazenamento e juros pelo financiamento da plantação. Houve um momento em que foi muito estreita a relação de dependência pessoal do produtor para com o comissário, tomando-se este uma espécie de conselheiro daquele.

Apesar das crises econômicas conjunturais, o consumo mundial de café crescia constantemente. Os lucros dos exportadores, entretanto, não subiam na mesma proporção, pois, entre 1891 e 1900, a exportação de 74 491 000 sacas de café rendeu a cifra de 4691906 contos de réis, enquanto na década seguinte, isto é, entre 1901 e 1910, houve uma queda para 4 179 817 contos de réis no pagamento da exportação de uma quantidade maior de café (130 599 000 sacas). Em 1906, o providencial Convênio de Taubaté viria salvar a situação. E os exportadores poderiam, outra vez, dormir em paz.

Na alta, fortuna. Na baixa, falência. Um convênio irá equilibrar essa balança?

Mas, afinal, o que estava acontecendo com o café? perguntava-se, perplexo, o homem da rua, em fins de 1902. Não era ele o "ouro verde" de que tantos falavam? Que anúncios de crise eram aqueles? Onde estava a antiga euforia, aquela impressão de riqueza sem limites, proporcionada pelo café, e que foi a marca dos últimos decênios do século XIX?
Café chegando de carroça no Porto de Santos 1900

E, com efeito, aquilo que parecia impossível na década de 1880 estava de fato acontecendo. A cotação internacional do café caía constantemente, enquanto as fazendas lançavam no mercado quantidades crescentes do "ouro verde". A safra dos anos 1901/1902 havia superado a marca de 16 milhões de sacas, para um consumo mundial ligeiramente superior a 15 milhões. E a cotação do produto no mercado externo, que havia sido de 102 francos-ouro em 1885, caíra para 33 francos-ouro em 1902. De fato, desde 1893, os preços internacionais vinham caindo sistematicamente como conseqüência dos problemas econômicos dos Estados Unidos, nosso principal cliente, e da expansão mundial da produção de café.

Esta caricatura de 1903 mostra Francisco Correia de Moraes Almedia pedindo
esmola por conta da mencionada crise (Caricatura por Anatolio
Valladares, publicada na revista Santos Ilustrado nº 5/ano 1, de 2/2/1903 – Wladir Rueda).
Esta caricatura de 1903 mostra Francisco Correia de Moraes Almedia pedindo esmola por conta da mencionada crise (Caricatura por Anatolio Valladares, publicada na revista Santos Ilustrado nº 5/ano 1, de 2/2/1903 – Wladir Rueda).

A família Correa de Moraes tinha uma relação já antiga com as Casas Comissárias de Café, Francisco Corrêa de Almeida Moraes nasceu em 1837 em Tietê na fazenda de cana-de-açúcar denominada "Pederneiras", mais tarde "Três Carolinas", e aí residiu até 1886, data em que mudou-se para Santos, onde já tinha negócio e interesse em casas comissárias desde 1878.

Em Tietê ocupou diversos cargos não só de eleição popular como de nomeação do governo. Alferes da guarda nacional em 1858, foi elevado a tenente em 1862; foi vereador da câmara municipal em dois quatriênios e secretário da mesma em igual tempo; foi suplente de juiz municipal e de órfãos; delegado de polícia por mais de um ano, e juiz de paz em um quatriênio. Em Santos, após a proclamação da República, foi nomeado 1.° suplente do juiz substituto de direito, exercendo o cargo por mais de sete meses com jurisdição plena; foi presidente da câmara municipal em 1890-1891, quando grassava forte a epidemia de febre amarela, com a qual teve de arcar fundando hospitais provisórios e definitivamente, sendo o provisório denominado "Hospital Almeida Moraes" e o segundo é o que até hoje serve de isolamento. Foi ainda vereador no triênio de 1896 a 1899, ocupando no último ano o cargo de presidente. É ainda neste ano de 1902 presidente da câmara municipal. Reside em casa própria no Guarujá, Ilha Balneária, sendo sócio comanditário da casa comissária que fundou em Santos em 1886 e que hoje rege-se sob a razão social de "Almeida Mello & Comp.".

Casou-se em 1858 com Leopoldina Augusta de Almeida Moraes, nascida em 1844, filha do tenente-coronel Francisco Corrêa de Moraes e de Maria Cecília de Moraes. Teve como filhos Tranquilino Corrêa de Almeida Moraes, falecido solteiro e Etelvina Corrêa de Almeida Moraes, também enterrada no tumulo do cemitério da consolação no dia 22 de agosto de 1919.

Manoel Correa da Moraes (Comissário de Café)
 e Rapahela Gimenez, pais de Zuzu
Como vimos na matéria anterior sobre Jose Francisco Pagano Brundo, (também enterrado no mesmo tumulo do cemitério da consolação) Manoel casou-se com Raphaela Gimenez e teve 7 filhos, a mais velha era Zuzu – Emilia Francisca Correa de Moraes, Manoel Faleceu no dia 08 de Novembro de 1920, morava na rua Caravelas numero 17.

Zuzú era a primogênita, logo depois vieram Hugo Correa de Moraes que mais tarde viria a ser Inspetor Fiscal do Estado de São Paulo, Paulo C. M., Judite Correa de Moraes, Carmem C. M. e Pedro C. M. , chegou a ter o sétimo filho, João Correa de Moraes que faleceu logo após o parto.
Da esquerda para a direita - Pedro Correa de Moraes, Rosa Esteves Correa de Moraes,
Zuzu (com cabelos brancos) Judith Philomena (filha de Jose Francisco
Pagano Brundo) e seu marido Doca.


Zuzu nasceu no dia 16 de outubro de 1901 no casarão da rua da Gloria numero 4 e lá passou sua juventude ao lado dos irmãos.

Casamento de Emilia Francisca Correa de Moraes Pagano e Jose Francisco Pagano Brundo
Estudaram no Colégio São José, casou-se em primeiras núpcias com Jose Francisco Pagano Brundo no dia 23 de março de 1929, na igreja do Oratório e mudaram-se para a rua do Gasômetro numero 107.

Quando Jose Francisco Pagano Brundo Faleceu no dia 24 de dezembro de 1947, deixou Emilia com seus 4 filhos, moravam na rua da Mooca 2800, casa 3. Tiveram então que mudar, para a casa da rua Bresser numero 601, da. Zuzu passou a trabalhar como técnica de laboratório no Instituto Adolpho Lutz.

Alguns anos depois em 1950 Zuzu casou-se novamente com Jaime Pires de Camargo e voltaram a residir em outro endereço da Rua da Gloria, Jaime era informante comercial do antigo Banco São Paulo da rua XV de Novembro n.
347.

Divorciou-se e passou a morar com seu Filho, Antonio Carlos Pagano Brundo – “TAO”, primeiro na Rua Dom Duarte Leopoldo n. 43 na Vila Mariana, depois na Av Antonio de Sousa Noschesi 2094 no Parque Continental.
Lydia Siqueira Pagano Brundo, Dick (cão), Zuzu e Carmem,
sua irmã na casa da Dom Duarte Leopoldo, 43

Zuzu faleceu aos 88 anos no dia 05 de outubro de 1989 em casa na Av Francisco de Paula Viscente de Azevedo n 1409 também no Parque Continental, seu corpo repousa no tumulo da consolação Rua 11 LE sepultura 42.

sábado, 19 de março de 2011

José Francisco Pagano Brundo - Tropeiro


No final do século XVIII, aventureiros exploram a região onde se localiza o Registro e o Porto do Cunha. Muitos caminhos dessa região eram freqüentados por viajantes vindos das Minas Gerais em busca de um caminho mais curto rumo ao Rio de Janeiro. Os tropeiros logo perceberam a vantagem de percorrerem estas paragens, crescendo, assim, o movimento das tropas. Logo, artesãos, seleiros, traçadores, ferreiros e ferradores passaram a trabalhar para os tropeiros e viajantes vindos das regiões do Rio Pomba, do Rio Doce, das cabeceiras do Rio Angu, e do Muriaé. Mas, eles provinham, principalmente, das terras onde o Padre Manoel de Jesus Maria havia fundado aldeamentos, povoações, freguesias e paróquias, e das terras onde Guido Tomaz Marlière, francês de nascimento, a serviço da Coroa portuguesa, iniciara uma obra de desbravamento e conquista.
Casa da Família Pagano em Leopoldina MG

Foi na virada de 1899 para 1900 que Jose Francisco Pagano Brundo trabalhou como tropeiro por estas bandas. Seu pai e irmãos ainda moravam em Leopoldina – MG enquanto ele se aventurava pelos caminhos das tropas.

Pode-se até imaginar o dia em que José Francisco foi até a Paróquia da Nossa senhora do Rozario no final da rua, a apenas algumas casas de distância para pedir a bênção do padre para sua nova empreitada, partindo logo em seguida, rumo a sua aventura em busca de riqueza e aventuras.

O nome “tropeiro” surge com os condutores de tropas, assim designadas as comitivas de muares, e cavalos entre as regiões de produção e os centros consumidores, a partir do século XVII no Brasil pelos Bandeirantes. Mais ao sul do Brasil, também são conhecidos como carreteiros, pelas carretas com as quais trabalhavam.

Paroquia da Catedral de Leopoldina

Os tropeiros vendiam utensílios, alimentos, produtos de luxo, vestimentas e também suas mulas e bois. Os mineiros compravam as mulas para carregar o ouro e as pedras preciosas até os centros comerciais perto do litoral. Os bois serviam para a alimentação dos mineiros.

Além de seu importante papel na economia, o tropeiro teve importância cultural relevante como veiculador de idéias e notícias entre as aldeias e comunidades distantes entre sí, numa época em que não existiam estradas no Brasil.

Pousos eram os locais onde os tropeiros descansavam. Normalmente eram casa de pau-a-pique, construções simples com telhado de palha, sustentado por pedaços de madeira enterrados no chão, normalmente com um pasto para as mulas, no entanto eles dormiam a mairo parte do tempo ao ar livre. Conta meu avô que era uma troça do tropeiro quando eles dormiam no tempo, passar bosta fresca de cavalo no bigode de quem cochilava, quando este acordava, passava o dia reclamando do cheiro e não saabia de onde vinha, sendo motivo de rizo para a tropa.

A referencia mais antiga sobre o inicio da profissão do tropeiro vem de Santa Catarina, dia 26 de abril é o Dia do Tropeiro no Estado de Santa Catarina. Foi a data da morte, em 1733, do padre Cristóbal de Mendonza e Orelhana, primeiro tropeiro brasileiro vindo do pampa argentino, em 1732, com destino no Rio Grande do Sul, chegando em Santa Catarina no ano seguinte.

Durante 250 anos os tropeiros foram responsáveis por toda a comercialização e transportes de produtos e informações no Brasil.

Pousos eram os locais onde os tropeiros descansavam. Normalmente eram casa de pau-a-pique, construções simples com telhado de palha, sustentado por pedaços de madeira enterrados no chão, normalmente com um pasto para as mulas. Assim como toda profissão tem a sua principal feira de negócios, com as tropas não era diferente. Sorocaba foi durante muito tempo a Meca dos Tropeiros, a vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba teve seu crescimento atrelado ao tropeirismo. As feiras anuais, entre os meses de janeiro e maio, atraíam muitos tropeiros do sul do Brasil, que vendiam suas tropas de bestas a paulistas, mineiros, cariocas e baianos.

Tropa de Mulas

Jogos com apostas, cavalhadas, espetáculos eqüestres, exibição de panoramas e cosmoramas estavam entre os tipos de lazer que mais chamavam a atenção do público. A cidade transformava-se no período das feiras, com os espetáculos públicos e um ativo comércio realizado nas ruas por mercadores ambulantes. Estes concorriam com os donos de estabelecimentos fixos.

Já mais velho, José Francisco Pagano Brundo deixou a sela e os caminhos para trabalhar em algo mais burocrático, aqui vemos uma reunião da firma num bar do centro de São Paulo. Na época um dos gestores de venda das maquinas registradoras National Super.


A seguir, conheça algumas terminologias da montagem de arte do tropeirismo no Brasil

Glossário do Tropeiro

Abas f. pl. Capilhas de couro dos dois lados do selim.

Acaneia f. Cavalgadura bem proporcionada, mansa e de passo curto.

Acêvar m. Ant. Suco amargo de aloés, que serve para curar as feridas dos cavalos e a quebradura das pernas das aves.

Acurvilhar v. Acurvar a cavalgadura; ou ajoelhar.¦Dobrar o cavalo com frequência e em excesso os curvilhões.

Adraguncho m. Ant. Glândula engorgitada no peito e pernas dos cavalos.

Aguadeiras f. pl. Cangalhas para carregar cântaros com água.

Ajustura f. Pequena cavidade numa ferradura, para que esta se adapte facilmente ao pé.

Alamia f. Ant. Franja para cavalo.

Alares m. pl. Laços feitos de sedas de cavalo, para apanhar perdizes.

Aneia f. Égua.

Aragano adj. Diz-se do cavalo assustadiço, fugão ou difícil de ser domado.

Arcada de trás: a parte detrás do arreio (levantada).

Bacheiro m. Forro de lã posto sobre o suadouro e por baixo da carona da sela.

Badano m. Cavalo velho e magro.

Barbada f. O beiço do cavalo, onde aperta a barbela.

Barbata f. Assento do freio, na parte da boca do cavalo em que não tem dentes.

Barbela f. Corrente de metal que se prende unindo as duas cambas do freio por trás do queixo do cavalo e que fazem o efeito de alavanca pretendido neste tipo de embocadura.

Bocal m. Peça do freio do cavalo que entra na boca.

Broma f. Parte da ferradura de besta em que assenta a parede circular.

Cabeçada f. Parte dos arreios que cingem a cabeça e o focinho das cavalgaduras.

Cabeçada sem embocadura: qualquer uma da variedade de cabeçadas sem embocadura, com a qual o controlo é conseguido através de pressão sobre o changro e o queixo do cavalo e não dentro da boca.

Cabeção m. Espécie de cabresto que aperta no focinho.

Cabeção de passar à guia: semelhante a uma cabeçada de manjedoura mas com três argolas na focinheira, que permitem colocar a guia em três posições diferentes.

Cabeçote m. Parte dianteira superior da sela.

Cabeio m. Movimento violento da cauda do cavalo.

Cabrestilho m. Pequeno cabresto.

Cabresto m. Corda ou correia com que se prende a cavalgadura na estrebaria ou com que se governa a que não leva freio ou cabeçada.

Cachaceira f. Correia que faz parte da cabeçada.

Cama f. Pode ser feita de palha, aparas, papel cortado, e servem para recobrir o chão do local onde o cavalo dorme, para proteger quando se deita e para manter aquecido.

Canas f. pl. Tiras de couro cru das rédeas.

Canelo m. Parte de ferradura da besta.

Canesson m. Tipo de focinheira mais simples de todas.

Cangalhas f. pl. Armação de madeira ou ferro, em que se sustenta e equilibra a carga das bestas, metade de um lado, metade do outro delas.

Cavalariça f. Casa térrea, estrebaria, estábulo onde se recolhem e alimentam cavalos, muares e burros.

Cavalgada f. Troço de cavalaria, que vai correr ou chocar com o inimigo.¦2. Acompanhamento, pompa de cavaleiros; rancho de pessoas a cavalo.

Correão m. Correia larga e grossa que serve para alçar ou levantar a caixa do coche e sustentá-la.

Correeiro m. Aquele que faz ou vende correias ou outras obras de couro, como arreios, malas, etc.

Curtume Ato de curtir couro

Cutelaria

Desselar v. Tirar a sela a cavalgaduras.

Dessocado adj. Bras. Diz-see do cavalo que sofreu a operação de sessocar.

Em barda loc. adv. Armadura que cobria o cavalo.

Embocadura f. A parte do freio que entra na boca da besta.

Embocadura: Normalmente de metal ou de borracha, coloca-se na boca do cavalo (sobre a língua) para regular a posição da sua cabeça e para ajudar a controlar o andamento e a direcção. A embocadura é manipulada através das rédeas.

Embornal m. Saco em que se dá a ração às bestas e se lhes prende ao pescoço; cevadeira.

Engarela f. Provinc. Utensílios, de ferro ou de madeira, que se colocam em cima de albardas para neles se meterem vasilhas.

Estribo m. Peça em que o cavaleiro mete o pé quando cavalga.

Feijão Tropeiro Um prato típico da comida mineira.

Flame m. Espécie de lanceta para sangrar cavalos.

Flete m. Bras. do S. Cavalo bom e de boa estampa, e com luxo.

Freio m. Conjunto das peças de ferro e correias que servem para bridar um cavalo e, particularmente, peça que se coloca na boca da cavalgadura, para a dirigir.

Garupeira f. Tiras fixadas ao traseiro da sela para amarrar objectos.

Habena f. Poét. Rédea de cavalo; açoute; chicote.

Jaez m. Aparelho, adorno de cavalgaduras.

Jape m. Gír. bras. Cavalo. Também se diz jupe.

Lã pelo especo e macio de certos animais.

Lã de trapo Tecido macio separado da lã com acido clorídrico

Ladriço m. Corda que prende ao travão o pé do cavalo.

Ligal m. Bras. Couro cru de boi com que se cobre a carga das bestas, a fim de a proteger contra a chuva; também se diz ligá.

Loro m. A correia dupla que sustenta o estribo e que está afivelada ao selim.

Mandrilho m. Membro genital do cavalo.

Mercancia. Mercadoria, ato de mercanciar.

Mercar. Comprar para vender.

Manta f. Pano de lã que se põe debaixo do selim das cavalgaduras.

Miquete m. Burro selvagem de Angola.

Paniça adj. Diz-se da ferradura muito larga.

Parede de casco: Parte do casco que é visível quando o cavalo o tem assente no chão. Está dividido em pinça (à frente), quartos (dos lados) e talão (atrás).

Peitoral m. Correia que cinge o peito do cavalo.¦2. Região ímpar do tronco dos solípedes que tem por base a parte anterior do esterno e é constituída pelos músculos que dele se dirigem para a espádua e úmero.

Pelage ou pelagem f. A cor do pêlo dos cavalos.

Pinote m. Salto que a cavalgadura dá, escoiceando.

Rabicheira f. Parte dos arreios dos muares que passa por baixo da cauda e se prende à parte dos arreios que cinge o ventre, para impedir que a sela escorregue para a frente.

Rédeas f. Correia de couro que, ligada ao freio da cavalgadura, serve para guiar esta.

Seima f. Vet. Fenda ou greta que se produz na parede dos cascos, de cima para baixo.

Sela f. Gênero de assento que se coloca no dorso do cavalo, para maior comodidade de quem monta.

Sela à portuguesa: A atual sela à portuguesa evoluiu a partir da sela francesa do século XVIII. Em relação a esta última, simplificou-se e ganhou sobriedade.

Tara f. Defeito ou vício das cavalgaduras.

Tarim m. Ant. Espécie de freio para cavalgaduras.

Topete m. Parte anterior da crina do cavalo que cai entre as orelhas.

Topinho adj. Diz-se da cavalgadura que tem os talões e quartos muito altos.

Tropeirada Grande numero de treopeiros.

Vergal m. Correia que prende ao carro as cavalgaduras.

Zornão adj. Prov. Diz-se do burro que zurra muito, sobretudo quando avista fêmea.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fotos de José Francisco Pagano Brundo II

José Francisco Pagano Brundo e
Emília Francisca Pagano Brundo
José F Pagano Brundo ao telephone





Fotos de José Francisco Pagano Brundo





Dayse e Philomena Pagano Brundo

Brasão - stemma - da Família Pagano

Tao e Zeca Pagano
Tao e Zeca Pagano